Berlim apela à Moldova que se defenda das ameaças russas
- 02/04/2025
"No período que antecede as eleições parlamentares do outono, Putin vai usar o seu manual habitual: desinformação, campanhas de notícias falsas e compra de votos. Vai tentar minar a democracia e a liberdade na Moldávia", antecipou Baerbock numa conferência de imprensa, em Chisinau, ao lado do primeiro-ministro Dorin Rechan.
Nesta última viagem do seu mandato pela região e que incluiu uma ida à Ucrânia, Bearbock garantiu que os europeus não vão reduzir o apoio ao país.
"A Moldova está a avançar decisivamente para a União Europeia (UE). Com a nossa ajuda, a Moldova será capaz de estabilizar a economia, resistir aos ataques híbridos e controlar a inflação e a crise energética", afirmou a governante, citada pela agência noticiosa Moldpres.
A chefe da diplomacia alemã considerou a Plataforma de Parceria com a Moldova, lançada após o início da guerra na Ucrânia há mais de três anos, como uma "história de sucesso" da coragem moldava e da solidariedade europeia.
Anunciou ainda uma ajuda financeira de 37 milhões de euros para apoiar a integração da república no bloco europeu, elevando para mais de 200 milhões de euros o apoio dado por Berlim desde 2022.
Bearbock considerou que os moldavos lutam diariamente pela sua independência, uma vez que a "ordem pacífica na Europa" termina na sua fronteira.
Quanto à Ucrânia, sublinhou que uma paz negociada à margem dos ucranianos e dos europeus "não é paz" e alertou para as tentativas de equiparar agressor (Rússia) e vítima (Ucrânia).
Assegurou ainda que, enquanto não houver paz, a Europa manterá a sua ajuda militar a Kiev e não levantará as sanções contra Moscovo.
As eleições legislativas antecipadas na Alemanha oorreram a 23 de fevereiro e decorrem agora as conversações para a formação de um governo.
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